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#Opiniãoover: 007 – Spectre deixa buracos e fecha quadrilogia de Craig de forma morna e súbita

Após assistir a trilogia de Daniel Craig como 007, “Cassino Royale” (o melhor roteiro, e a surpresa de um remodelado James Bond); “Quantum Of Solace” (vilão fraco, roteiro sem dramaticidade, que apenas serviu de ponte); e, “Skyfall” (filme com o melhor vilão de toda a franquia – o dramático, Javier Bardem); fui ao cinema, desesperado, no clima do fim de semana de ataque terrorista em Paris, para ver como fechariam esta quadrilogia, com o título, “Spectre”. Afinal, Craig anunciou sua despedida do papel do espião inglês, após esta última aparição.

Apesar de não menos espetacular, por Daniel Craig ser o meu James Bond preferido, achei que nostalgicamente tentou se chegar a um roteiro e seguimentos de ação mais lúdicos, fantasiosos, e próximos às interpretações de Sean Connery. Com passagens engraçadas. O que me decepcionou um pouco. Em “Spectre”, perdeu-se a sensação dos últimos 3 filmes, de que Bond era de verdade e realmente podia morrer.

Somados a isto, tentou-se fechar o arco dos vilões dos filmes, dentro de uma organização única, a “Spectre”, e esta, traz uma surpresa e solução de fechamento de arco, a lá “Star Wars” (quando Darth Vader revela a Luke que é seu pai). Esta tentativa de dramatizar a história, sem uma base de roteiro sólida, e com tempo para se contar a mesma, mais detalhadamente, me deu a impressão de que fecharam o arco com uma morte súbita, e de uma maneira, que se resolvesse rápido a despedida de Craig do papel. Ficou faltando massa dramática de informação para ligarmos tudo o que nos é passado como espectador.

De qualquer forma, vale a ida ao cinema, pois o diretor faz uma homenagem aos filmes mais antigos de 007, com a presença de ícones cinematográficos já vistos em outros filmes da franquia. O vilão de “Spectre”, é vivido fantasticamente e com este ar nostálgico, já citado acima, por Christoph Waltz, porém, parece que ele está de novo em um filme do Quentin Tarantino. Não dá para dizer que não gostei. Apenas, que ficou morno, devido à expectativa criada em cima de um personagem vivido por Craig, que os próprios cineastas construíram. Mesmo assim, chamaria Bond para salvar Paris neste ultimo fim de semana.

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About Rodrigo Pulga Joe

Cantor, compositor, entertainer e diretor de arte. Um devorador de filmes, séries, shows, músicas e baladas. Ah! Desce mais uma dose de cultura pop, please! Álbuns - Pulga Joe: www.youtube.com/pulgajoe View all posts by Rodrigo Pulga Joe
 

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