Sobre o Guns N'Roses e o show histórico no Troubadour (que eu não vi) - Overdrivers
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Sobre o Guns N’Roses e o show histórico no Troubadour (que eu não vi)

‘Appetite for Destruction’ foi o primeiro disco que eu mesma comprei por conta própria (pagando com a mesada, claro), quando tinha cerca de 13 ou 14 anos. Me lembro como se fosse hoje do dia em que cabulei minha aula e fugi da escola, de ônibus e metrô com minhas amigas, para conhecer a famosa galeria do rock e comprei o disco, em vinil, ainda com a capa que hoje é proibida. Lembro do esforço para esconder o álbum na mochila da escola sem amassá-lo, para que minha mãe não o visse, já que na escola eu não poderia ter comprado um disco (tomara que ela não esteja lendo isso… hahahahaha). Foi o Guns N’Roses a banda responsável por despertar meu amor pelo rock’n’roll. Depois disso, é claro,  já me apaixonei e amei (até mais) muitas outras bandas. Já me decepcionei com o Guns e falei mal do Axl (quem nunca?), de quem o sobrenome eu usei na assinatura quando era (mais) boba e adolescente. Já critiquei (justamente) trabalhos do grupo e já fiquei bastante tempo sem ouví-los por ter enjoado de algumas músicas. Mas não adianta, nada muda o fato de que é o Guns N’Roses o meu primeiro amor no mundo do rock.

Por isso, é óbvio que ao ver ontem a notícia de que o primeiro show da esperada reunião de três dos membros originais do Guns N’Roses aconteceria no lendário Troubadour – palco de um dos melhores shows da banda que eu assisti em VHS até a imagem ficar verde – pelo simbólico preço de 10 dólares eu desejei MUITO estar em Los Angeles. Mesmo sabendo que o Axl não canta mais como já cantou um dia. Mesmo sabendo que ao invés de Izzy Stradlin e Steven Adler, ou até mesmo de Gilby Clarke e Matt Sorum, quem estava no palco ao lado de Axl, Duff e Slash – reunidos mais de 20 anos depois da última vez que os vi juntos no estacionamento do Anhembi – eram o guitarrista Richard Fortus, o baterista Frank Ferrer e os tecladistas Dizzy Reed e Melissa Reese. A data seria histórica para os fãs da banda da mesma forma.

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Infelizmente eu não estava em Los Angeles e não fui uma das cerca de 500 pessoas sortudas que presenciaram o momento épico. Como eu sei que foi épico? Gente, depois de mais de duas décadas, Axl, Duff e Slash se reuniram para tocar para 500 pessoas no Troubadour e começaram o show com ‘It’s so Easy’. Ou seja, mesmo que supostamente tivesse sido um péssimo show, com som terrível e músicos enferrujados, toda a aura que cercou a apresentação a transformaria em épica de qualquer maneira. São muito poucos os vídeos e fotos que pipocaram pela internet até agora, já que câmeras e celulares estavam proibidos pela banda. Mas a cada play em vídeos de 15 segundos postados no Instagram, eu pude sentir que energia deste momento de reboot, num lugar intimista e emblemático como o Troubadour, era algo do qual eu adoraria ter feito parte. Afinal, quem não quer ter 13 ou 14 anos novamente nem seu seja por uma noite?

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Agora, só me restar torcer para que a vinda da turnê ‘Not in this Lifetime Tour’ para o Brasil realmente se confirme, quem sabe ainda em 2016, como respondeu dia desses o próprio Duff Mckagan a uma fã brasileira nas redes sociais. E quem sabe esperar que um DVD deste show de aquecimento, que provavelmente teve uma vibe bem mais orgânica e verdadeira do que a que veremos na turnê, seja lançado em breve.

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Fotos: Reprodução/ Instagram

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About Mariana Schittini

Radialista por formação, jornalista por profissão, Mariana Schittini obviamente gosta de dar opiniões. Quando o assunto é cultura pop, então, o desejo de buscar informações e de compartilhar pontos de vista se torna ainda maior. E as opiniões dessa (por enquanto) ruiva, não te deixarão entrar em roubada. View all posts by Mariana Schittini
 

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