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Joe Satriani faz show épico em São Paulo

Por Priscila Tessarini, fotógrafa, degustadora de coxinha, amante da boa música, de um bom vinho e overdriver por um dia.

 

Joe Satriani… Tantas matérias para ser convidada para escrever e vem logo essa bomba: colocar em palavras a sensação de assistir, de novo, esse gênio! Porque alguém que leva o público ao delírio fazendo um show com 99% instrumental, só pode ser um gênio.

Depois de uma bem sucedida turnê pela Europa e Estados Unidos, o guitarrista norte-americano voltou ao Brasil com a turnê “Surfing to Shockwave Tour 2016”, que celebra seus 30 anos de carreira. Esta é a oitava vez que Satriani vem ao país, entre shows solo e com o projeto G3 (dividindo o palco com os guitarristas Steve Vai, Eric Johnson, Yngwie Malmsteen, Robert Fripp, entre outros).

Foto: Priscila Tessarini

Foto: Priscila Tessarini

Joe Satriani que começou na bateria aos 9 anos, Aprendeu a tocar folk, blues e jazz com o pai, tio e amigos, mas foi aos 14, após ouvir a notícia de que Jimi Hendrix havia morrido, que decidiu se dedicar à guitarra. Fez aulas de guitarra, violão e teoria musical com respeitados músicos de jazz, grande influência notada nas criações de Satriani.

Sabe aquele outro gênio chamado Steve Vai? Pois é… Steve Vai foi aluno de guitarra do Satriani, assim como Kirk Hammet, do Metallica, apenas para deixar claro o tamanho da responsa.

A forma de tocar de Satriani é tão pessoal, que se torna inconfundível. E as influências são tantas, que não é possível classificar seu estilo. Para tanto, ele próprio nomeia “Joe Satriani Style”.

Sua primeira banda, “The Squares” foi montada em 1979, mas apesar de todo o seu talento, Satriani só conseguiu se consagrar em 1987, com o álbum “Surfing With the Alien”, que contém sua balada mais famosa, “Always with me, Always with you” (uma das 15 indicações de Satriani ao Grammy), música que fez muito marmanjo chorar na noite da últia quarta-feira (inclusive esta repórter por um dia que aqui vos escreve).

Foto: Priscila Tessarini

Foto: Priscila Tessarini

O público do show, que aconteceu no Espaço das Américas, foi composto por pessoas realmente são apaixonadas pelo trabalho do guitarrista: de crianças a jovens, principalmente por aqueles “jovens” que já passaram dos 60, mas que estavam alí com o mesmo entusiasmo dos 20. É impressionante como ver e ouvir Joe Satriani tocar guitarra daquela maneira e com aquela energia absurda aos 60 anos (sim, 60 anos) dá a sensação de que o tempo não existe. Estou aqui tentando explicar a sensação para os que nunca tiveram esta oportunidade, mas estou neste parágrafo há uns 20 minutos. Não dá pra definir. Parte do show foi olhar a reação das pessoas, a vibração, o clima do local do show que, aqui em São Paulo, foi formatado com cadeiras dispostas em forma de auditório, o que facilitou bastante prestar atenção em todos os movimentos e melodias, sem distrações.

Uma curiosidade de deixar qualquer fã de Joe Satriani incomodado, é o contestado suposto plágio do Coldplay, que ganhou um Grammy com “Viva la Vida”. Para entender, dê play em “If I Could Fly”, tocada na quarta-feira. Satriani abriu um processo contra o Coldplay, mas o caso foi indeferido “sob estipulação”, sugerindo que um acordo fora da corte pode ter ocorrido entre as duas partes.

Olhando agora o setlist, percebo que o show é tão fluído, que nem parece que ele tocou tantas músicas assim, dada a mistura de ritmos que passa por rock, jazz, folk, etc.

Ao final do show, no momento do bis, ninguém segurou o público, que invadiu a pista para ver de perto o dedilhado impecável em “Big Bad Moon” e “Surfing With the Alien”. Foi épico. Pra quem entende o que esse cara é capaz de fazer com uma guitarra, SEMPRE É ÉPICO.

Foto: Priscila Tessarini

Foto: Priscila Tessarini

Setlist do show de São Paulo:

Intro
(Intro)
Shockwave Supernova
Flying in a Blue Dream
Ice 9
Crystal Planet
On Peregrine Wings
Friends
If I Could Fly
Butterfly and Zebra
Cataclysmic
Summer Song
Drum Solo
(Marco Minnemann)
Crazy Joey
Keyboard Solo
(Mike Keneally)
Luminous Flesh Giants
Always With Me, Always With You
Bass Solo + Rock Medley (Deep Purple, AC/DC, Jimi Hendrix)
(Bryan Beller)
Crowd Chant
Satch Boogie
Encore:
Big Bad Moon
Surfing With the Alien

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About Mariana Schittini

Radialista por formação, jornalista por profissão, Mariana Schittini obviamente gosta de dar opiniões. Quando o assunto é cultura pop, então, o desejo de buscar informações e de compartilhar pontos de vista se torna ainda maior. E as opiniões dessa (por enquanto) ruiva, não te deixarão entrar em roubada. View all posts by Mariana Schittini
 

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