Lollapalooza Brasil 2013 – Pelo 2º ano, um festival sensacional
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Lollapalooza Brasil 2013 – Pelo 2º ano, um festival sensacional

Hello, Overdrivers!
Após 3 dias de imersão profunda no Festival Lollapalooza Brasil, e um dia de descanso para os ouvidos, nós, do Overdrivers, conforme anunciamos, vamos contar o nosso ponto de vista sobre os 3 dias de experiência no festival de música mais charmoso do Brasil.

Obviamente, com um festival deste tamanho, com muitas e muitas bandas tocando ao mesmo tempo, em palcos diferentes, não conseguimos cobrir tudo, mas, aqui segue o que acompanhamos.

Sexta, dia 29 – The Killers surpreende.
Sexta Feira Santa. Frio e tempo fechado em Sampa. O festival começa morno, com um clima europeu. Durante todo dia, a música que tocava parecia de um festival de aquecimento. O Cake apesar da boa vontade, teve problemas com o som e não conseguiu trazer a magia de shows de outrora. Passou batido. O Flaming Lips, uma das atrações principais do dia, fez um show com uma linguagem bastante experimental. Tão experimental que chegou a dar sono.  Não parecia que a noite deste dia ainda fosse animar. Só que o The Killers fez talvez seu melhor show em terras brasileiras. Ensaiadíssimo, com um Brandon Flowers (que está parecidíssimo com o Cristiano Ronaldo) carismático e afiado, a banda contagiou de forma surpreendente o público presente. O palco também estava com uma decoração sensacional. Todo mundo cantou, dançou e se divertiu. Um show muito musical. Quando nos lembrarmos deste dia, sempre nos lembraremos do The Killers.

Sábado, dia 30  – Queens Of The Stone Age atropela e o rock rola solto pelos palcos.
O festival começou sábado, para nós do Overdrivers, a partir do show do Two Door Cinema Club. Banda com pegada 80, com hits dançantes e bastante musical. Tinha seu público pequeno, mas cativo, que estava lá para prestigiar a banda e cantar junto. Apesar de achar o som datado, como somos fãs do pop rock dos 80, gostamos bastante. O Alabama Shakes, que abriria o Palco Alternativo, no dia, causava uma grande expectativa para nós. Banda em ascenção no cenário, com pegada de blues, soul e southern rock, a banda  fez um show impecável. Não trouxe nada de novo. É aquele velho e bom Rock and Roll. Mas o show foi demais. A vocalista Brittany Murphy, dona de um vozeirão grave e bonito, fez o público abraçar o show. Não tem cara de vocalista de rock. Estava com aquele visual de “almoxarifado de colégio”. Mas não são estas discrepâncias que tornam o rock sensacional? Brittany é excelente. E ainda, uma guitarrista com um p… bom gosto harmônico.
O grande pecado, para nós, neste dia, foi que ao mesmo tempo em que o Alabama Shakes sacudia o Palco Alternativo, o já “brasileiro”, Franz Ferdinand, quebrava tudo no Palco Butantã. Era assistir um, ou outro, ou metade de cada um. Optamos por metade de cada um. E rumamos para ver a banda que já está escolada por ter várias passagens pelo Brasil . Preciso confessar que fomos com aquela sensação de que iríamos ver de novo o mesmo show do Franz Ferdinand de sempre. E fomos surpreendidos. Que banda afiada! Ensaiada, grudadinha, tocando com potência o seu rock dividido em blocos! O som das caixas de frente neste show estavam com o volume um pouco baixos, mas nada tirou a brilhante apresentação da banda. “This Fire” (de novo), para fechar o show, fechou o tempo! Isso mostra como a experiiência faz a diferença. Mesmo com aquela cara de “Déjà vu”, o show do Franz foi um dos melhores do festival.
Veio o show do Criolo, que trouxe um pouco de todo tipo de música. Hip Hop, Samba, Funk, Groove, Blues, e com ele, um momento único. A canção “Não Existe Amor em SP”, um soul/blues/balada, cinza como a cidade de São Paulo, deu um clima muito bonito ao evento. Este show foi um divisor de águas na carreira do cantor em ascenção no Brasil. Inesquecível. E, assim, acompanhamos Criolo subindo os degraus dentro da música brasileira com qualidade.
O atropelamento ficou por conta do Queens Of The Stone Age, que fez o melhor show da noite, e o segundo melhor de todo o festival. Um petardo de hits sem intervalos. Foi uma pedra. Que paulada na cabeça! Chapamos! Uma música melhor que a outra com uma execução impressionante. E, pemsar que Dave Grohl voltará para a bateria da banda no próximo disco. Meu Deus!
O The Black Keys fechou a noite perfeitamente com uma harmonia e identidade impecáveis. “Lonely Boy” foi o hit. O grupo ainda é bastante desconhecido no Brasil, quando se fala em “mainstream”, mas cresce em popularidade vertiginosamente nos EUA. Apesar de fazer um show nota 10, na nossa opinião, não era para ser a última banda do dia. Deveria ter trocado de lugar com o QTSA.
No final, estávamos agradecendo aos céus por termos passado uma experiência musical como neste dia. Ali, já tínhamos certeza que estávamos no melhor festival de música, pelo 2º ano consecutivo, no Brasil.

Domingo, Dia 31 – O festival é do Planet Hemp!
Outro dia de rock sensacional. Começamos assistindo ao Kaiser Chiefs, que na nossa opinião perdeu a mão nos últimos 3 álbuns. Apesar de não esperarmos muito do show, nos surpreendemos com a vibe que atingiu a galera. O carisma do vocalista e os hits do 1º e 2º álbuns, seguraram tranquilamente a 1 hora de show da banda no Palco Butantã. Não decepcionou! P…show!
Veio o The Hives com uma atmosfera “punk garage” animal. A banda tocou como se estivesse em um pub grebo da Suécia com uma energia impressionante. Achamos eles musicalmente meio duros, mas o punk rock também é assim. Gostamos do show, mas pensamos que o mesmo funciona melhor em ambientes pequenos.
Aí, veio o nome do festival. A fechada de tempo total. Planet Hemp! A catarse coletiva comandada por BNegão e Marcelo D2, tomou conta do Jockey. O show foi dividido em 3 atos com as músicas que estouraram na boca dos jovens brasileiros. O mais impressionante, é que ao ouvir as letras e a sonoridade da banda, parece que as músicas foram feitas ontem. Extremamente atual para os dias de hoje no Brasil. O melhor show brasileiro dos últimos tempos. Nota 1000!
O Pearl Jam escalado para fechar o festival começou causando, ao não autorizar a transmissão do seu show pelo canal Multishow. Como cabularam a gente, a gente cabula eles tambén. Sem comentários.

SALDO:
Pontos negativos: Muitos vão falar do caos causado pela lama, dos assaltos, dos banheiros. Claro que alguns destes pontos podem ser melhorados para os próximos Lollas, mas quando se fala em evento, estamos lidando com duas forças que não podemos controlar, por mais organizados que sejamos: o descontrole do ser humano e as surpresas do clima. Os banheiros, sim podem ser dobrados. A lama, também está em todos os festivais do mundo (isso pode ser visto até como um charme), e a segurança realmente precisa ser melhorada. Nós rockeiros, apesar de não vermos um festival basicamente de rock, temos que abrir a cabeça e notar que este é um dos maiores festivais de música do mundo. E, sim. Ele está no Brasil. Com bandas já consagradas e outras desconhecidas. No Lolla, você não compra o show, e, sim, a experiência. Portanto, mesmo com alguns pequenos pontos negativos, sobre a música apresentada no festival, não podemos reclamar.
Pontos positivos: Foram 3 dias de confraternizacão, experiiencias, bandas, rock, música em geral. tendências, interação, artistas sensacionais e muita novidade num ambiente ótimo.
Só temos a agradecer e dizer:
– Parabéns e obrigado, Lollapalooza! É tudo muito positivo!

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About Rodrigo Pulga Joe

Cantor, compositor, entertainer e diretor de arte. Um devorador de filmes, séries, shows, músicas e baladas. Ah! Desce mais uma dose de cultura pop, please! Álbuns - Pulga Joe: www.youtube.com/pulgajoe View all posts by Rodrigo Pulga Joe
 

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