#OpiniãoOver: "Moonlight - Sob a Luz do Luar" tem 8 indicações ao Oscar para quebrar os dogmas dos EUA
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#OpiniãoOver: “Moonlight – Sob a Luz do Luar” tem 8 indicações ao Oscar para quebrar os dogmas dos EUA

No ano de 2016, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo prêmo “Oscar”, foi duramente criticada pelos seus colaboradores negros, pela não indicação de nenhum prêmio para os artistas afro americanos. A questão, para este que vos escreve, nada mais foi, do que a involução do eterno problema racial, que sempre assolou o mundo, e nunca foi resolvido nos Estados Unidos, entre ambas as partes (de brancos para com negros, e vice versa). Nem mesmo após a eleição de Barack Obama, um dos melhores presidentes do mundo moderno.

Neste ano, o filme “Moonlight – Sob a Luz do Luar”, conseguiu 8 indicações para o Oscar 2017, incluindo melhor filme, e conta a história do pobre menino negro Chiron, em três momentos da sua vida (infância, adolescência e fase adulta). Num primeiro momento, se pode pensar, que a quantidade de indicações para o longa, nada mais é do que uma resposta às duras críticas de 2016, afinal, o filme só conta com atores afro americanos. Na verdade, “Moonlight”, para nós, brasileiros, não traz nada demais. É um filme comum. Apesar da excelente fotografia e edição, traz uma realidade que estamos acostumados a ver nas regiões mais pobres de nosso país. A fome, o problema das drogas, a falta de oportunidade, e a falta de direcionamento para as nossas crianças, com certeza, é muito mais triste de se ver, do que num país que oferece educação, trabalho, saúde, e chance de um mínimo de condição de vida, como se vê na realidade norte americana.

Porém, há uma questão que provoca os dogmas do imperialismo americano e a bandeira da “Terra da Liberdade”: a homossexualidade entre negros. Ou outrora se viu no cinema, o negro, um símbolo de virilidade, em tão pueril catarse de amor, independente do gênero sexual? É através desta quebra de paradigma, apresentada como poesia, num filme quase que silencioso, que “Moonlight” pode arrecadar alguns prêmios.

Dentro das três fases do roteiro, temos primeiramente a abordagem da fase de infância do personagem principal. Nela, o tímido e silencioso Chiron, vive sem pai, na periferia de Miami, nos anos 80, com uma mãe drogada (interpretada pela atriz Naomi Harris – um dos destaques do filme). Nesta fase, o menino é praticamente adotado por um traficante da região (Mahershala Ali), e este vira seu modelo de humano a seguir. Na fase adolescente, Chiron descobre inocentemente o amor, apesar de não saber se defender do “bullying” de outros garotos, devido à sua repressão interior. E na fase adulta, há a conclusão de toda a poesia sofrida de sua vida, que como já escrevi, ainda achei tranquila, perto do que se vê em terras tupiniquins.

Enfim, mesmo trazendo a fragilidade, da diferença que é ter uma boa base de educação e carinho, o filme não me tocou, mas entendi o quanto incomodou Trump e sua turma, e foi isto que fez os membros da Academia, os artistas liberais, o indicarem. O choque de realidade de ver um macho alfa, em tão sublime amor, provoca aqueles que se dizem livres. Nos resta saber, se esta poesia fará diferença na noite de 26 de dezembro, sem a abordagem da questão racial.

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About Rodrigo Pulga Joe

Cantor, compositor, entertainer e diretor de arte. Um devorador de filmes, séries, shows, músicas e baladas. Ah! Desce mais uma dose de cultura pop, please! Álbuns - Pulga Joe: www.youtube.com/pulgajoe View all posts by Rodrigo Pulga Joe
 

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