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The Winery Dogs dá ‘aula’ de música em São Paulo

Pontualmente às 21h30 da última quarta-feira (18), o The Winery Dogs subiu ao palco de um Tropical Butantã lotado, abrindo o show com ‘Oblivion’ e ‘Captain Love’, duas músicas do seu álbum mais recente: ‘Hot Streak’, lançado no final do ano passado. Antes de dar sequência à apresentação das canções do disco mais recente, com ‘Hot Streak’ e ‘How Long’, Richie Kotzen, Mike Portnoy e Billy Sheehan executaram ‘We Are One’, uma das músicas de trabalho do autointitulado trabalho de estreia, lançado em 2013.

Relativamente nova, a banda – formada em 2012 -, conta com músicos merecidamente renomados no cenário do hard rock mundial. Virtuose, talento e experiência não faltam ao power trio americano, que agradou em cheio o público provavelmente formado por muitos fãs individuais de cada um dos músicos. Depois que a banda fez a plateia pular ao som de ‘Time Machine’ e ‘Empire’, Richie Kotzen tocou sozinho no violão sua bela canção ‘You Can’t Save Me’.

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Se a cozinha formada por Mike Portnoy e Billy Sheehan dá um belo corpo ao The Winery Dogs, eu diria que Richie Kotzen é a alma da banda. Tocando com os dedos riffs e solos que alguns não conseguiriam tocar nem com palheta, o guitarrista e vocalista imprime suas raízes blues/soul no hard rock virtuoso do grupo, com uma personalidade hipnotizante. O ex-baixista de Steve Vai, David Lee Roth e do Mr. Big nem mesmo aproveitou a pausa no show, e se manteve no canto do palco, assistindo à performance de Kotzen, enquanto o público entoava o refrão da música da carreira solo do guitarrista e de ‘Fire’.

Com Portnoy de volta ao palco, a banda executou ‘Think It Over’, antes do ex-Drean Theater usar – além de sua bateria, é claro – as caixas de som, o próprio palco e os pedestais de microfone para seu solo. “O Brasil faz parte da nossa história. Na primeira vez que estivemos aqui, ainda éramos filhotes. Agora somos adultos. Mentira, somos apenas adolescentes”, brincou o baterista se referindo à primeira passagem da banda pelo país, em julho de 2013, apenas dois meses após o lançamento do primeiro disco.

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Se às vezes falta estrada e solidez de identidade ao The Winery Dogs por conta do pouco tempo de vida da banda, sobra vigor e precisão na execução de músicas como ‘The Other Side’, que precedeu o solo de baixo de Billy Sheehan. Tenho que confessar: não sou lá muito fã de fritação, solos extensos e virtuosos, mas em se tratando de quem se trata, fui obrigada a dar o braço a torcer. Com muita criatividade e a excelência de quem sabe o que está fazendo, o baixista me manteve atenta ao seu solo sem que eu nem percebesse o tempo passando.

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Depois de ‘Ghost Town’, do disco mais recente, e antes de deixarem o palco para o intervalo que precede o bis, os The Winery Dogs voltaram a fazer o público cantar em coro as canções ‘I’m no Angel’ e ‘Elevate’, do primeiro álbum. No bis, Richie Kotzen, Mike Portnoy e Billy Sheehan encerraram a impecável apresentação com ‘Regret’ e ‘Desire’, deixando os presentes com a sensação de terem assistido a uma verdadeira aula de música.

Fotos: Priscila Tessarini

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About Mariana Schittini

Radialista por formação, jornalista por profissão, Mariana Schittini obviamente gosta de dar opiniões. Quando o assunto é cultura pop, então, o desejo de buscar informações e de compartilhar pontos de vista se torna ainda maior. E as opiniões dessa (por enquanto) ruiva, não te deixarão entrar em roubada. View all posts by Mariana Schittini
 

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