#OverDicas: Nova temporada de Demolidor questiona ludicamente a pena de morte - Overdrivers
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#OverDicas: Nova temporada de Demolidor questiona ludicamente a pena de morte

Quem decide quem deve morrer e quem deve viver? O quanto isto, por maior que seja o pecado ou crime, merece ou não julgamento? Quem julga, tem uma base de motivos para decidir pela vida ou pela morte de alguém? São com estas questões que o espectador de “Demolidor” (série que chega a sua 2º temporada no Netflix), tem que lidar e se questionar ao assistir.

Para quem ainda não entrou em contato com o Demolidor, ele é um personagem da Marvel (quadrinhos), que sofre um acidente, quando criança, e entra em contato com um caminhão de produtos químicos, o que faz com que ele fique cego, porém, este acidente amplia gigantescamente todos seus outros sentidos. Durante sua vida, Matt Murdock se forma em direito e abre um escritório de advocacia num bairro suburbano de New York. Paralelamente a isto, ele é treinado por um professor, também cego, mestre em artes marciais (estes fatos são contados detalhadamente no 1º ano da série – mais do que isso, é “spoler”).

Após a 1ª temporada, que foi arrebatadora, o advogado cego, das ruas da “Cozinha do Inferno”, recebe no 2º ano, mais dois ícones de violência para contracenar com ele e encher de dramaticidade a sua tela. São eles: Justiceiro (The Punisher), vivido pelo ator Jon Bernthal (o Shane de “The Walking Dead”), e Elektra, uma ex-namorada/ninja/sedutora/assassina, vivida pela atriz francesa, Élodie Yung.

Com a chegada destes dois personagens, o Demolidor, vivido pelo ator Charlie Cox, tem que lidar com a possibilidade de decidir pela vida ou morte de algum criminoso, o que, para um advogado, é inadmissível sem julgamento. O Justiceiro faz a sua justiça com as próprias mãos de forma exagerada. Não basta ser uma morte normal. Tem que ser a carnificina. Já esta Elektra, tem em si, traços de prazer por violência e sangue. A personalidade de Elektra na série “Demolidor” difere um pouco dos quadrinhos, onde ela é fria e “oversexy“. Nesta trama, a Elektra ficou um pouco romântica e “wanna be“, se é que entendem o que quero dizer, mas está bem encaixada ao roteiro.

A dificuldade de nós, espectadores, decidirmos, em qual “justiça” acreditamos mais, é o que torna esta 2ª temporada excelente. Quem já não viu um crime hediondo nos jornais, ou na sua cidade, e se questionou se o criminoso devia pagar com a própria vida? Com quem concordamos? Demolidor, Elektra ou Justiceiro?

Com um roteiro bem fiel aos quadrinhos e cenas de ação extremamente possíveis para humanos que não são heróis, o 2º ano de Demolidor, vale a pena. E vem mais por aí! A Netflix está criando um arco com algumas séries para a Marvel, todas com temática adulta, que se amarrarão num futuro próximo. A idéia de desconstruir o super herói e construir o ser humano, com suas fraquezas e agruras, tem sido tiro certo. Além do Demolidor, o 1º ano de Jessica Jones, já está disponível no serviço de “streaming”. E, logo mais: Luke Cage e Punho de Ferro. Juntos, estes heróis dos quadrinhos farão apenas uma temporada, na série do grupo, “Os Defensores”.

Segue o trailer deste 2º ano. Bom divertimento!

 

 

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About Rodrigo Pulga Joe

Cantor, compositor, entertainer e diretor de arte. Um devorador de filmes, séries, shows, músicas e baladas. Ah! Desce mais uma dose de cultura pop, please! Álbuns - Pulga Joe: www.youtube.com/pulgajoe View all posts by Rodrigo Pulga Joe
 

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