Filme: Somos Tão Jovens (2013) - O Melhor Filme de Rock Nacional dos Últimos Tempos
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Filme: Somos Tão Jovens (2013) – O Melhor Filme de Rock Nacional dos Últimos Tempos

Hello, Overdrivers!
Confesso que fui meio desconfiado ao cinema para assistir “Somos Tão Jovens”,  filme que narra a história do movimento de “Rock Nacional dos anos 80”, surgido em Brasília, tendo como seu precurssor, um “jovem” Renato Russo e o início da banda “Aborto Elétrico”, que, mais tarde, se dividiria em duas: “Capital Inicial” e “Legião Urbana”.

Depois de um fracassado filme, na minha humilde opinião, contando a história do Cazuza, há uns anos atrás, em que o roteirista e diretor tiraram todos os escândalos que envolviam o artista e deixaram o filme “fake”, “pausterizado” e leve, não havia como criar expectativas positivas em relação a nenhum filme nacional que tivesse como tema o rock no Brasil, ou a biografia de um rockeiro brasileiro.

Sentei no cinema , com um saco de pipoca, minha gata e uma Coca média. Afinal, o filme falava sobre a tal “Geração Coca-Cola”. Logo na abertura, o tratamento da direção de arte e a trilha me amarraram bastante. Há um conjunto de fotos 3X4 do Renato Russo desde criancinha até sua fase adulta, numa passagem crescente com um astral muito legal. Curti.

Durante o filme, fui pego de surpresa, ao ver o ator Thiago Mendonça, com uma atuação, trejeitos, expressões e jeito de falar, idênticos ao cantor da “Legião”. Mas, o mais sensacional deste filme, é que ele é regado com uma energia “Punk Rock” absurda. Não tem nada daquele “mela cueca” e “babação de ovo” que eu esperava. A direção do filme, com câmera solta em muitas cenas e tratamento videoclipe, nos transporta para dentro do filme de forma única. Parece que estamos ali, sentindo a música batendo forte a cada instante em que ela toca. Como se estivéssemos num show de rock.

Sempre gostei mais da primeira fase da “Legião”. Que é totalmente mais incisiva que a dos últimos anos de banda. O filme se coloca justamente nesta fase. A do início de tudo. Vemos as descobertas de um garoto inteligentíssimo, introspectivo e até um certo ponto meio “CDF”, se transformando a partir do momento em que tem o primeiro contato com a música “Punk”. As suas primeiras amizades com a namoradinha Aninha e o desabrochar de um artista polêmico e inegável.

Os atores que vivem Herbert Vianna (“Paralamas do Sucesso”), Dinho Ouro Preto (“Capital Inicial”) e Fê Lemos (batera do “Capital Inicial”) estão impagáveis. Caricatos e idênticos nos trejeitos. Arrancam umas boas risadas, pois, se você é, ou já foi um jovem rockeiro, na escola, na faculdade, ou até mesmo nas ruas, com certeza se identificará com a rebeldia e a identidade dessa juventude que encontramos no filme. Aquela fase em que o jovem acha que sabe tudo, mas na verdade está se descobrindo e criando o ser humano que levará para a vida toda.

Agora, o que mais pega, se você gosta de rock, são os pequenos shows ao vivo inseridos no filme. Os shows da banda punk “Aborto Elétrico”, no início sem vocal, e depois com Renato cantando, por incrível que pareça, estão numa “porrada” e verdade que dão vontade de sair anarquizando no cinema. A voz de Thiago Mendonça ficou tão legal nas músicas, que cheguei a conclusão que era ele quem devia fazer aquele show de comemoração de meses atrás na MTV,  em que, infelizmente, o ótimo ator, “Capitão Nascimento”, de uma certa forma estragou um pouco.

Outra coisa que não sabia da vida do Renato Russo, e que é retratado no filme, é que, muitas das suas canções mais calmas, com aquela levada característica de violão, encontrada nas obras posteriores da “Legião”, foram criadas a partir de uma fase introspectiva de Renato, em que ele se auto intitulava “O Trovador Solitário”. Tirando sua “onda” inicial “Punk Rock”, foi o estilo que veio a marcar mais fortemente a identidade do cantor.

Para você que tem preconceito com alguma fase da vida ou obra de Renato Russo. Se liberte destas amarras e vá assistir a este filme. Não tem “chororô”, nem tristeza, haja visto, a partida de Renato Russo para o céu dos cantores foi bastante dramática. A concentração no teor da obra é de rebeldia e genialidade. Me surpreendeu. É filme para se ter em casa e ver de novo. P… flme de rock. O início do que hoje não está mais no Brasil, infelizmente, nas grandes mídias: o “Rock Nacional”.

Parabéns! Segue o trailer:

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About Rodrigo Pulga Joe

Cantor, compositor, entertainer e diretor de arte. Um devorador de filmes, séries, shows, músicas e baladas. Ah! Desce mais uma dose de cultura pop, please! Álbuns - Pulga Joe: www.youtube.com/pulgajoe View all posts by Rodrigo Pulga Joe
 

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