#OverDicas: Coloridos e "grisalhos", Travis volta aos hits em novo álbum - Overdrivers
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#OverDicas: Coloridos e “grisalhos”, Travis volta aos hits em novo álbum

Metade dos anos 90. A nova geração do chamado “BritPop” estava em alta. Bandas como Oasis, The Verve, Blur, Coldplay e Stereophonics ditavam o onda harmônica que dominava o Reino Unido. No meio disso tudo aparecia uma banda escocesa um pouco mais melancólica que aos poucos ia ganhando espaço. Já tendo chamado atenção em seu segundo álbum, “The Man Who”, a banda Travis emplacava em seu terceiro álbum, “The Invisible Band”, os hits “Sing”, “Flowers In The Window” e “Side”, que além de tocarem muito nas rádios de toda Europa, cruzaram fronteiras e chegaram ao mundo todo. Com uma singela alegria contida e uma melancolia melódica, em cima de refrões lindos, estes hits do Travis podem ser ouvidos até hoje que soam modernos.

Durante sua trajetória, o Travis realmente nunca estourou a ponto de ser mega banda, mas foi fiel ao estilo que escolheu, ora mais melódico, ora mais complexo, e ora não tão acessível para os ouvidos mais popularescos.

Em 2003, um novo álbum, “12 Memories”, já mais pop que nos discos anteriores, trazia um novo hit para as rádios. A banda conseguiu emplacar a ótima “Re-Offender”. Em 2007 e 2008 lançaram respectivamente mais dois álbuns, nos quais, se viam que era o Travis, porém, mesmo surfando dentro do mesmo som, as experiências com elementos eletrônicos, e o fim da curva deste chamado “Novo Britpop”, afastaram a banda do topo das paradas britânicas. Após um leve hiato, a banda deu sinal de vida em 2013, com o álbum “Where You Stand”, que os aproximava do som inicial. Bom para os fãs.

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Agora, em 2016, o quarteto formado por Fran Healy (vocais), Neil Primrose (bateria), Andy Dunlop (guitarra) e Dougie Payne (baixo), lança o novo “Everything At Once”. Já sem o velho moicano e com uma imensa barba grisalha, o carismático vocalista te leva para aquele jardim agradável das canções “Sing” e “Side”, em 10 composições, e as cruza dentro desta onda sonora de coros e refrões, encontrados nas novas bandas de indie e folk modernas. Algumas faixas trazem um contemporâneo folk de bandas como “The Lumineers“, por exemplo. Em outras, se ouve aquele “cross” de teclados com coros, como no Imagine Dragons. É um álbum com mais refrões e uma preocupação maior em recheá-lo de singles. Ainda assim, em sua maioria, se vê que está lá o melhor do Travis. Desta vez não tão complexo, um pouco mais “colorido” e contemporâneo, e sempre com belas canções e ótimos refrões. Um Travis modelo Lollapalooza.

A primeira música de trabalho do álbum é a canção “3 Miles High”, que traz a banda bastante arraigada em seu som natural, a qual apresentamos o videoclipe abaixo. Em seguida, a segunda, “Magnificent Time”, que traz este Travis “colorido” e Lollapalooza, ao qual nos referimos anteriormente. Além destas duas, decidimos colocar para vocês ouvirem, para nós, a melhor do disco (ainda sem videoclipe). A canção “Idlewild”, que tem a participação de Josephine Oniyama (uma inglesa com origem jamaicana). Esta, com certeza, é uma das canções mais belas que faz valer o álbum. Bom divertimento.

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About Rodrigo Pulga Joe

Cantor, compositor, entertainer e diretor de arte. Um devorador de filmes, séries, shows, músicas e baladas. Ah! Desce mais uma dose de cultura pop, please! Álbuns - Pulga Joe: www.youtube.com/pulgajoe View all posts by Rodrigo Pulga Joe
 

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