#Overzona: Minha história overdriver com o Accept. Eu virava o “Demon”! - Overdrivers
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#Overzona: Minha história overdriver com o Accept. Eu virava o “Demon”!

Meados dos anos 80, por volta de 84 e 85. Os álbuns que chegavam para a gente, adolescentes rockeiros, eram os discos trazidos pela loja Woodstock do Walcir, que em suas viagens, pesquisava os lançamentos do Hard Rock e Metal mundial para prensar pelo seu selo, ou indicar para as gravadoras.

Toda a molecada “rocker” do colégio, e da minha rua, ouvia sem parar, Iron Maiden, AC/DC, Ozzy, Def Leppard, Scorpions, Whitesnake, Deep Purple, Judas Priest, Metallica, e as 500 bandas de Glam/Hair Metal americano, como também, o New Wave, que tinha pérolas como Devo e The B’52’s. Não podemos negar que os anos 80 trouxeram uma batelada imensa de sons em todas as suas variantes. Era tanta coisa aparecendo, que a busca por um vinil, ou fitas K-7, que continham novidades era intensa.

Certo dia, um amigo me falou que havia comprado um álbum de Heavy Metal alemão (nesta época eu só conhecia o Scorpions, da Alemanha) que era muito pesado, e que o vocal tinha a voz parecida com a do Brian Johnson do AC/DC. Saímos do colégio e fomos para a casa dele para ouvir. Ele coloca a primeira música, com um sorriso no rosto, e começa a intro de “Fast as a Shark”. Eu, sem conhecimento, nem da língua, nem do som, achei que era uma introdução de música de festa junina (risos). Você que é fã sabe do que estou falando. Vem aquela sonoridade de agulha deslizando em disco riscado e… AAAAAHHHHHH!!! (aquele puuuuuuuuta grito, com um petardo pesado em alta velocidade). Fiquei louco! Queria este álbum de qualquer jeito.

Após 500.000 audições viciantes do álbum “Restless and Wild”, eu tive uma ideia para os bailinhos de minha rua (aquelas festas de adolescente que tem a tal “dança da vassoura”, com garotos e garotas, entre 14 e 18 anos, vendo quem tira quem pra dançar). Instituí uma ideia para chocar geral. Exatamente à meia noite, tocaria uma canção para o recebimento do “Demon”(personagem que criei, que era extremo violento, gostava de bater a cabeça na parede, se jogar no chão simulando ataques, e dar porrada nos outros – ou seja, “mais louco que a loucura”), e este personagem chegava sempre pontualmente a esta hora ao som de “Fast as a Shark”.

À meia noite de todas as festas, entre meus 14 e 18 anos, todos os garotos da minha rua, abriam uma roda, e deixavam este “Demon” nos possuir. Era uma brincadeira de garotos. De porrada “divertida”. Mas, assustava as meninas mais “patricinhas”, e os pais e mães das mesmas. A melhor hora era quando a música estava na introdução. A gente ficava ansioso para chegar aquela adrenalina. E as garotas se indignavam em ver o que estava acontecendo, ou tinham medo do que estava para acontecer.

Hoje, se visse aquele pequeno Rodriguinho Pulga Joe fazendo o tal “Demon”, com certeza teria medo daquele menino. Mandaria exorcizar a criança no Padre Quevedo.

Mas, por favor, não tire dele o “Fast as a Shark” do Accept. Vamos ouvir mais uma vez?

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About Rodrigo Pulga Joe

Cantor, compositor, entertainer e diretor de arte. Um devorador de filmes, séries, shows, músicas e baladas. Ah! Desce mais uma dose de cultura pop, please! Álbuns - Pulga Joe: www.youtube.com/pulgajoe View all posts by Rodrigo Pulga Joe
 

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